FUBAR – 2ª Temporada [Crítica]

A segunda temporada de FUBAR chegou a Netflix cheia de ação, dramas familiares e muitas situações completamente sem noção, nada realísticas!

Para quem não se lembra na primeira temporada, acompanhamos Arnold Schwarzenegger como Luke Brunner, um agente secreto da CIA que quer muito se aposentar, mas ao se envolver em sua suposta última missão, descobre que sua filha, Emma (Monica Barbaro, Top Gun: Maverick), também é agente. A temporada termina com a identidade secreta de toda a equipe de Luke exposta e todos eles, junto com a família do protagonista, precisam fugir e se esconder de criminosos. E é assim que começa a segunda temporada, com todos forçadamente vivendo juntos.

Os dramas familiares seguem mais intensos. Luke finalmente reconquista a ex-esposa, Tally (Fabiana Udenio) e os dois parecem que vivem em uma lua de mel enquanto estão escondidos. Os únicos felizes no esconderijo, mas eis que uma figura do passado surge e o relacionamento dos dois começa a ruir novamente. Greta (Carrie-Anne Moss) é uma ex-espiã da ex-União Soviética que ajudou Luke na guerra fria, os dois tinham um relacionamento amoroso e os sentimentos ainda persistem. Junto com Greta temos o egocêntrico Theodore Chips (Guy Burnet), ex-agente do MI6, que virou terrorista. O curioso é que Chips se mostra completamente apaixonado por Emma e agora a personagem tem três homens no grupo disputando seu amor. O ex-noivo, Carter (Jay Baruchel), que precisa ficar escondido com a equipe e Aldon (Travis Van Winkle), agente da equipe de Luke que também vive na casa com eles.

A narrativa que começa até que plausível vai se tornando estapafúrdia ao longo dos episódios, com direito a empréstimo de submarino de James Cameron. Uma clara amostra de que o enredo não é pra se levar a sério, não é pretensão deles. O tom da comédia fica um pouco abaixo da primeira temporada por ser muito escatológico. Donnie (Andy Buckley), ex de Tally, e Carter ficam avulsos na trama e se tornam alívio cômico que às vezes funciona e outras vezes não.


Como a parte da ação fica estilo Velozes e Furiosos no quesito exagero, o que ainda me prende em FUBAR são os personagens. A química da equipe de Luke é ótima e os dramas de cada um também! No fim, as relações entre todos eles acabam sendo o ponto forte da série. Claro, além do talento de Schwarzenegger para ação.

FUBAR ainda trabalha com ideias de conspirações bem clichês, mas que ainda surpreendem em alguns momentos. Gostei da dicotomia CIA x Família que a trama traz e o trabalho do elenco segue excelente. A série funciona se você também entende que ela é despretensiosa. 

Michele Lima

Na Nossa Estante

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