Assassinato Na Casa Branca [Crítica]

Assassinato na Casa Branca é uma série de 8 episódios, disnponíveis na Netflix, que traz o clássico “quem matou” de maneira simples, mas bem perspicaz.

Na noite de um jantar oficial na Casa Branca, o Mordomo Chefe, A.B. Wynter (Giancarlo Esposito), morre transformando todos os problemáticos funcionários e convidados em suspeitos. Para resolver o crime, a excêntrica detetive Cordelia Cupp (Uzo Aduba) assume o caso ao lado do abobalhado agente do FBI Edwin Park (Randall Park). Juntos, eles precisam desvendar o mistério antes que a situação se torne um escândalo nacional.

À medida que a investigação avança conhecemos vários suspeitos, até porque vários dos funcionários têm algo a esconder e toda hora somos apresentados histórias interessantes dos personagens. Tanto que em um determinado momento “quem matou” fica até irrelevante de tão boas que são as histórias dos investigados.

Cordelia é uma protagonista cheia de sarcasmo e a química com Park acaba sendo ótima por serem opostos. Uzo Aduba, faz uma detetive cheia de confiança e Randall Park um agente do FBI todo atrapalhado, como ele é ótimo na comédia! Já o roteiro é cheio de referências à cultura pop e alguns momentos tira um sarro de si mesmo e de histórias ao estilo Agatha Christie. No entanto, a produção peca um pouco na ambientação da Casa Branca, já que a investigação se limita a alguns andares e os funcionários cometem tantos erros que fica até difícil de acreditar que trabalham para o presidente dos Estados Unidos. 

Produzida por Shonda Rhimes, a série é inspirada em Por Dentro da Casa Branca, livro de Kate Andersen Brower e mistura mistério e humor (por vezes ácido). É verdade que na reta final acaba tendo um problema de ritmo, mas nada que tenha afetado realmente a experiência! Assassinato na Casa Branca é uma série envolevnte, curtinha e divertida. 

Michele Lima

Na Nossa Estante

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