Ranma 1/2 [Crítica do Remake]

Foi com muita nostalgia que assisti ao remake de Ranma 1/2 na Netflix! O primeiro anime foi lançado em 1989, baseado no mangá homônimo de Rumiko Takahashi, e eu era super fã! Agora o remake traz algumas diferenças, mas sem deixar a essência do mangá e com uma estética mais moderna!

Ranma Saotome é um jovem de 16 anos que foi amaldiçoado a se transformar em mulher ao entrar em contato com água fria, enquanto seu pai vira um panda. Os dois que estavam na China, voltam para o Japão e vão morar na casa da família Tendô, já que Ranma é o prometido noivo de uma das filhas de Seun. A escolhida é Akane, a garota que mais odeia meninos, tendo uma personalidade um tanto tsundere. A primeira temporada tem alguns arcos que também foram abordados no primeiro anime, conhecemos a louca Kodachi Kuno, que se apaixona por Ranma, Shampoo uma guerreira incrível que também se apaixona pelo protagonista, a dupla de patinadores bem nonsense, sendo que Mikado Sanzenin se interessa por Akane. Como podem notar, todo personagem acaba se interessando pelos protagonistas de alguma forma. E destaque para Ryoga, meu personagem favorito! Ele odeia Ranma, se apaixona por Akane, mas também sofre de uma maldição: água fria o transforma num porquinho, o P-chan. E Akane o leva para dormir com ela toda noite sem saber que o animal é o Ryoga.

O anime mescla muitas cenas de lutas (que são bem bacanas, apesar de surreais), com drama dos personagens e muita comédia. Algumas piadas ainda funcionam, outras se mostram datadas e um tanto desconfortáveis, a não ser que você seja do time do politicamente incorreto. As mudanças nos arcos, diminuição da nudez ou suavização nas atitudes de alguns personagens, não me incomodaram, pelo contrário. E gostei que houve uma abordagem, mesmo que muito sutil, sobre a questão do gênero. 

Além da comédia que me fez rir bastante vendo o anime, gosto da relação da Akane com o Ranma, eles brigam o tempo todo e acho que o Ranma às vezes pega pesado, mas os dois estão sempre com ciúmes um do outro e se apoiando quando necessário. Os protagonistas possuem uma boa química. E os coadjuvantes servem muito bem ao enredo!

Infelizmente, a primeira temporada só tem 12 episódios, mas eu espero logo a segunda para continuar alimentando minha nostalgia. 

Michele Lima

Na Nossa Estante

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