Quando o Telefone Toca [Crítica]

Quando o telefone toca é certamente um dorama curioso! É uma mescla muito boa de suspense com drama, mas que é preciso aceitar alguns desatinos que o roteiro apresenta.

Hong Hee-joo (Chae Soo-bin) é casada com o porta-voz do governo, um casamento arranjado entre as famílias. Na verdade, era para Baek Sa-eon (Yoo Yeon-seok) ter se caso com a irmã mais velha de Hee-Jo, mas a moça foge e sobra para a caçula. Baek Sa-eon esconde a esposa publicamente de todos e a relação é completamente fria e cheia de problemas de comunicação. Não só porque Hee-joo ficou muda depois de um acidente, mas especialmente pelo fato dos dois nunca falarem sobre seus sentimentos. 

Um dia Hee-joo é sequestrada no seu carro e escuta o marido dizendo ao sequestrador que não se importa com a vida dela. Um mal entendido que funciona como uma catarse para a protagonista. Ela escapa do sequestro e fica com o telefone do sequestrador e passa a ameaçar o marido, fingindo ser o criminoso. 


Entretanto, a trama desse dorama é bem mais intrincada. Há muitos segredos na família de Baek Sa-eon e muitos mistérios sobre sua origem. É um quebra cabeça que de modo inteligente é montado ao longo dos episódios. Aliás, esse é um dos grandes trunfos da série! Os ganchos entre os episódios são ótimos, criando muitas expectativas e nos instigando do começo ao fim! 

No meio do caminho há muito romance entre os protagonistas. O casal vive um relacionamento problemático e as ligações de telefone ajudam, curiosamente, na relação dos dois! Chae Soo-bin e Yoo Yeon-seok possuem uma boa química!

Apesar da trama parecer um pouco absurda (principalmente no final), é fácil de entender o sucesso de Quando o telefone toca. É mais um dorama que foge um pouco do convencional, sem medo dos exageros, com um excelente suspense, romance, drama e muitas revelações! 

Michele Lima

Na Nossa Estante

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