As Leis de Lidia Poët [Crítica da Série]

As Leis de Lidia Poët, de apenas seis episódios, está com certo sucesso na Netflix e acabou valendo muito a pena conferir. No entanto, é importante dizer que não é uma série com casos difíceis, na verdade, as resoluções são bem fáceis e por vezes óbvias, mas o carisma da protagonista (baseada na verdadeira Lídia Poët) é enorme.

Lidia Poët (Matilda De Angelis) se formou em direito, mas não consegue advogar, a ordem dos advogados não aceita uma mulher no tribunal. A protagonista tenta viver sozinha, ter clientes, mas não consegue. Assim, ela acaba morando na casa do irmão, Enrico (Pier Luigi Pasino) que também é advogado. Logo a princípio a gente percebe a força da personalidade de Lidia, livre e inteligente. Ela tem uma amizade colorida com Andrea (Dario Aita) e acaba se envolvendo emocionalmente com Jacopo (Eduardo Scarpetta), irmão da sua cunhada que também mora na mesma casa. Ele é jornalista que está sempre tentando ajudar a protagonista e tem seus segredos.


A cada episódio temos um caso diferente em que Lidia envolve seu irmão para aceitar oficialmente. Os mistérios são bons, me prenderam bastante, mas como a série os resolve fica a desejar em vários momentos. Entretanto, com uma protagonista tão interessante e com uma luta pessoal contra o machismo, as falhas na produção acabam não afetando o todo. Vale destacar o irmão da personagem, que parece uma figura difícil no começo, mas acaba se revelando um bom irmão, que sempre cede aos pedidos de Lídia. Enrico é bastante apaixonado por sua esposa e a família tem dificuldade de lidar com a filha, de temperamento rebelde também, Marianna (Sinéad Thornhill).

As Leis de Lidia Poët é baseado na história real da primeira advogada italiana, com bons mistérios, boa ambientação da Itália, bom elenco e uma protagonista extremamente carismática. Tomara que tenha segunda temporada!

Michele Lima

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