Amor Artificial [Crítica do Filme]

A Netflix tem investido bastante em trazer produções asiáticas para seu catálogo, o que é ótimo! Além das séries chamadas doramas, podemos conferir alguns filmes, como no caso do longa da Tailândia Amor Artificial!

Lana (Pimchanok Leuwisetpaiboon) trabalha em um prédio com Inteligência Artificial que absolutamente sabe de tudo que acontece por lá! No entanto, a IA chamada Dob (Mario Maurer) vai muito mais além, ele se apaixona por Lana, mas ela deixa claro que ele não é humano, ou seja, a relação jamais acontecerá. Em uma correção de sistema, o funcionário Bob, que já teve um encontro com Lana, descobre que a IA tem muitas informações sobre a protagonista e decide apagar tudo. Desesperado, Dob acaba, por meio de um aparelho de realidade virtual, entrando no corpo de Bob e assume o corpo dele.

Sim, é uma história muito louca e fica mais ainda! O primeiro encontro de Bob com Lana foi horrível, a gente percebe fácil que o rapaz tem comportamentos idiotas, mas na versão Dob ele se empenha bastante para ter uma nova oportunidade com sua amada. As cenas de Dob tentando aprender como um homem deve se comportar são bem divertidas de assistir. No entanto, por vezes senti a IA um tanto obcecada pela protagonista. 

A parte da ficção científica chama bastante atenção, a tecnologia dos edifícios é algo sensacional e assusta um pouco a falta de privacidade que isso causa! E o romance, apesar de questionável, é bom de acompanhar.

Não é nada original filmes com histórias de IA se rebelando ou tendo sentimentos próprios e neste quesito Amor artificial não inova, mas é inegável que o roteiro se esforça para mostrar situações bem improváveis. Um filme “OK” tanto na ficção quanto no romance. 

FICHA TÉCNICA

Título: Amor Artificial
Título Original:  AI Love You
Direção: Stephan Zlotescu, David Asavanond
Data de lançamento: 15 de fevereiro de 2022
Disponível na Netflix

Michele Lima

Na Nossa Estante

View Comments

  • Fiquei curioso em assistir. É o tipo de produção que gosto de acompanhar e que me faz refletir, bastante.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

  • Doidinha, doidinha, esta película consegue nos entreter e antever o que já estamos entediados de ouvir sobre IAs: algum pastiche, enredo interessante, efeitos mais ainda e compreensível história não improvável.

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