Mestres do Universo: Salvando Eternia [Crítica da série]

Saudades que eu estava de He-Man e feliz por vê-lo na Netflix e com o showrunner Kevin Smith roteirista de quadrinhos. Mestres do Universo: Salvando Eternia é, assim como a anterior clássica dos anos 80, inspirada pela linha de brinquedos da Mattel!
He-Man, Pacato, Gorpo, Teela e Mentor estão de volta como guardiões do Castelo de Grayskull na luta contra Esqueleto, Maligna, Homem-Fera e as temíveis legiões da Montanha da Serpente. Durante uma dessas batalhas mortais entre Esqueleto e He-man toda a magia some, causando um estrago terrível no universo. Teela acaba finalmente sabendo que Adam é He-man e da pior forma possível, se afasta de todos, mas é preciso voltar e unir forças contra o inimigo para salvar Etérnia.
É bem provável que alguém se sinta enganado pela Netflix por ser uma série do He-Man praticamente sem o He-Man, embora o título Mestres do Universo: Salvando Eternia já mostrasse uma boa dica. O curioso é que ele não faz tanta falta, Teela toma o protagonismo do chamado Campeão de um modo excelente, sendo uma personagem bem mais complexa, cansada dos segredos e mentiras que a envolve.
Teela ganha uma companheira engenheira chamada Andra, que tem um ótimo humor, e acaba se unindo a Maligna. A rivalidade existe, mas entendemos um pouco mais sobre a vilã. Também me agradou que Gorpo acaba ganhando um bom destaque sendo mais do que um alívio cômico. Na tentativa de salvar o mundo vemos um ótimo embate entre ciência, magia e fé e a ambientação de Preternia e os momentos em Subternia agradam bastante. Aliás, a animação é visualmente muito boa, bem como a trilha sonora.
Os roteiristas conseguem dar mais sobriedade a uma história que por vezes era infantil, desmistificou alguns pontos ao mostrar outros guerreiros como He-Man e até mesmo Grayskull.
Em apenas 5 episódios Mestres do Universo: Salvando Eternia conseguiu sair da mesmice dos antigos episódios sem deixar a nostalgia de lado. Ampliou a história, a complexidade de alguns personagens e tudo isso mantendo as importantes características de cada um. O único defeito foi realmente ser curta demais, já no aguardo da segunda parte.
Trailer:
Michele Lima
Na Nossa Estante

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  • Quando vi que a Netflix estava refazendo os desenhos clássicos, fiquei curiosa e fui conferir, mas fiquei um tanto decepcionada, quando vi Carmen Sandiego politicamente correta demais. Depois até desanimei de ver os outros que vieram depois, achando que tinham "estragado" as lembranças que eu tinha de quando criança. Mas agora pela sua resenha, acho que darei uma chance para a animação de He-Man.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  • Nem sabia que a série faz parte do universo de He-man. Como se esquecer desse personagem que marcou geração, né? Tem até uma música brasileira sobre o herói, não é mesmo?

    Boa semana!
    O blog está em Hiatus de Inverno entre 02 de agosto e 02 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos nesse período.

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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