Armas em Jogo [Resenha do Filme]

Armas em jogo é um mistura frenética de Scott Pligrim vs The World com Nerve narrada em ritmo de videogame. O longa é quase um rascunho de Esquadrão Suicida – visual estilizado e pop, com personagens superficiais, muita violência, tiros e sangue. Muitos tiros.
Miles (Daniel Radcliffe) é um desenvolvedor, um desenvolvedor de jogos que acidentalmente se torna o novo competidor de SKIZM, uma violenta competição underground exibida ao vivo na internet através de drones, cuja missão é derrotar a maior matadora do jogo, Nix (Samara Weaving), que está disposta a tudo para manter sua posição.
Em suas mãos são parafusadas duas pistolas das quais não consegue se livrar e isso por si só garante as risadas deles, os espectadores millenials aos quais o filme é destinado. Como se realmente fosse um desses games com gráficos digitais feitos a partir da captura de imagem, a galera acompanha tudo em tempo real, seja com seus smartphones ou pela tela do notebook e torce pela matança real e desenfreada, onde os participantes morrem de verdade.
Essa “visão de futuro” assusta por não parecer tão impossível de se tornar realidade e renderia até um excelente episódio da série Black Mirror, se comandada por um diretor competente que não seja obcecado por câmeras vertiginosas, fotografia escura e música alta.
Armas em Jogo não entrega nada além daquilo que propõe e por isso não deixa expectativa para uma franquia estilo Resident Evil. Mesmo assim foi lançado lá fora em edições caprichadas de DVD e Blu-Ray, além de uma coleção de bonecos.

FICHA TÉCNICA

Título: Armas em jogo
Título Original: Guns Akimbo
Direção: Jason Lei Howden
Data de lançamento no Brasil: 8 de outubro de 2020
Cinecolor Films Brasil

Italo Morelli Jr

Na Nossa Estante

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