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Especial Halloween: O homem de palha

Obra fundamental do cinema de horror da década de 70 (o recente Corra! não existiria sem ele), O Homem de Palha completa 45 anos em 2018 e ainda mantém sua inegável importância.
O roteiro escrito por Anthony Shaffer (Frenesi) foi inspirado no livro Ritual do autor David Pinner e conta a estória do policial Neil Howie (Edward Woodward), que recebe uma carta anônima que comunica o desaparecimento de uma menina. Junto a carta, uma foto e o nome dela: Rowan Morrison. Ele parte sozinho em um avião com destino a Sommerisle, uma ilha escocesa liderada por um Lorde (Christopher Lee).
Howie, cristão convicto, se depara com habitantes que praticam sexo livre e rituais pagãos, são devotos de dividades que protegem o Sol, os pomares, os campos e as colheitas e usam máscaras bizarras e fantasias. Além do filme mostrar o conflito religioso entre o policial e as pessoas da ilha, também mostra o impacto dos rituais nesta sociedade, tudo bem conduzido com brilho pelo diretor Robin Hardy, que inova ao mesclar elementos musicais na trama. Horrorizado, o policial passa a exercer sua intolerância religiosa, defendendo o cristianismo em contraponto ao que é ensinado e praticado no local.
Considerado pela crítica da época como uma espécie de Cidadão Kane do horror, O Homem de Palha se passa a maior parte do tempo a luz do dia e tem uma trilha sonora agradável e um tanto estranha, em meio a belos cenários e uma fotografia estilo documental.
Feito com baixo orçamento e exibido em poucas salas de cinema nos EUA, O Homem de Palha adquiriu um merecido status de cult e com mais de 280 filmes no curriculum, o ator Christopher Lee disse ser este o seu mais importante trabalho.
O longa foi refilmado em 2006 com o ator Nicolas Cage e com o nome de O Sacrifício. Fique com o original.
Italo Morelli
Na Nossa Estante

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