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La Casa De Papel [Resenha da série]

A Netflix trouxe pra gente muito mais do que séries, filmes, entretenimento da melhor qualidade, ela também trouxe conhecimento, trouxe novidade, trouxe o diferente. Saímos do “enlatado americano” (era assim que chamavam as séries americanas quando eu era criança) e encontramos outros idiomas, outras culturas, como em Dark produzida na Alemanha e mais recentemente com a tão badalada La Casa De Papel, produção espanhola.
La Casa de Papel é uma série alucinante, interessante que traz uma premissa diferente, toda focada no rouba da casa da moeda da Espanha. O mentor de todo o plano é o chamado Professor que planeja o roubo perfeito: entrar na casa da moeda Espanhola e fazer dinheiro, imprimir muito dinheiro. Ele escolhe o dia e a hora exata em que uma escola estará fazendo uma excursão no museu do lugar, ganhando assim mais reféns e um deles suficientemente importante para a polícia não entrar no prédio sem cautela.
O Professor recruta pessoas que podem ajudar nas tarefas da missão e que não têm mais nada a perder e passa a dar aulas sobre o golpe preparando os ladrões por alguns meses. Uma das regras imposta pelo Professor é que o grupo não se relacione como amigos, ou mais que isso, que sequer saibam o nome um do outro, para no caso de serem pegos, não terem informações de seus colegas, assim fazem parte do grupo:

Tóquio interpretada por Úrsula Corberó, uma atriz que atualmente faz muito sucesso na Espanha e conquista o público com seu personagem. Professor, interpretado por Álvaro Morte, segundo o ator este é um dos seus papéis preferido. Moscou (Paco Tous), responsável por um dos momentos mais delicado da série. Nairobi (Alba Flores), personagem carismático e interessante, forte e com um penteado bem estranho. Rio (Miguel Herrán), o mais bonitinho da turma, quase uma criança e extremamente inteligente, um hacker infantil. Berlim (Pedro Alonso), o chefe dos ladrões dentro da casa da moeda, o ator é impecável em sua interpretação de um personagem que não dá pra defender, mesmo que a gente tente. Oslo (Roberto Garcia), o cara é grande e com cara de mau!
Temos também Helsinque (Darko Peric), o cara que faz o que o chefe manda, independente de estar certo ou errado. Denver (Jaime Lorente), este aprendeu a rir com uma atriz brasileira, a Nanda Costa, ou a ensinou, só pode. Arturo Román (Enrique Arce) é o Diretor da casa da moeda e o cara mais chato de todas as séries, Alison Parker (Maria Pedraza) é uma refém que dá garantia aos bandidos, Mônica Gastambide (Esther Acebo) é funcionária e tem um relacionamento com o cara chato, e Raquel Murillo (Itziar Ituño) a inspetora chefe que vai negociar com o Professor durante o roubo.
A série já exibiu todos episódios na Espanha, mas a Netflix disponibilizou para o Brasil 13 episódios que podem ser facilmente maratonados porque não tem como parar de ver. Enquanto o Professor do lado de fora comunica com a Inspetora, os bandidos do lado de dentro fazem os reféns trabalharem, inclusive na confecção do dinheiro. Eles precisam ficar presos alguns dias lá dentro pra imprimir todo a grana que precisam e isso provoca várias situações com as quais eles não contavam. Mesmo o Professor do lado de fora vive alguns imprevistos que podem fazer com que o golpe dê errado. É problema atrás de problema e de repente a gente percebe que está torcendo pelos ladrões.
Não pense que La Casa de Papel é mais uma série modinha, pois não é, tem uma história eletrizante bem legal e assim que a Netflix disponibilizar a segunda temporada, que tem seis episódios, vai valer muito a pena ver o final da história porque é boa e muito bem contada!

Marise Ferreira
Na Nossa Estante

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