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Minha mãe é um peça 2 [Resenha do Filme]

Conferimos a Cabine de Imprensa do filme Minha mãe é uma peça 2
Quem assistiu ao filme Minha mãe é uma peça deve estar com saudades da Dona Hermínia (Paulo Gustavo) como eu estava e a continuação do longa dá pra gente saciar um pouco dessa saudade!
Dona Hermínia continua a mesma de sempre: louca! Completamente louca, mas um tanto deprimida também. Os filhos estão fazendo a pobre da mãe perder o juízo, já que Marcelina (Mariana Xavier) quer ser atriz e Juliano (Rodrigo Pandolfo) agora diz que é bissexual, o que gera uma discussão hilária em que Dona Hermínia defende o filho gostar de homens, mas não de mulheres. Totalmente fora do convencional e muitas vezes contraditória! E ela ainda acredita que a família tem o DNA gay e assim conta pra irmã que o sobrinho também é e que Lúcia (Patricya Travassos), irmã que mora em Nova Iorque, também deve ser. Uma teoria completamente sem lógica, baseada apenas nas experiências de vida dela, claro!
Hermínia sabe que os filhos estão sem rumo e se desespera com eles, mas quando os dois finalmente encontram seus caminhos e saem de casa para viver em São Paulo, a mãe começa a se sentir solitária, sem ninguém pra conversar.
É linda a despedida de tia Zélia (Suely Franco) e é hilária a relação das irmãs com a protagonista, já que se odeiam e também se amam. Hermínia dessa vez precisa aprender a deixar os filhos seguirem sozinhos, mas não é nada fácil para essa mãe super protetora, que inclusive viaja pra São Paulo para conhecer o apartamento em que Marcelina mora. Daí, descobrimos que a protagonista é bem bairrista e que tudo no Rio é melhor do que em São Paulo!
Além dos diálogos absurdos, muitas cenas engraçadas permeiam o filme, Hermínia com spray de pimenta é um perigo enorme e na balada ela é um sucesso! Porém, Minha mãe é uma peça 2 tem um clima mais nostálgico, mostrando o amadurecimento de Hermínia como mãe, como mulher e o amadurecimento dos filhos também, dando um tom de drama mais do que o primeiro longa.
É difícil não se identificar com a família do filme. Nossas mães em algum momento da vida foram e ainda são Dona Hermínia, o que nos traz uma sensação de conforto e também nos rende boas piadas. No entanto, também é bom ressaltar que parece faltar força no enredo, um roteiro em que a gente perceba claramente do que se trata a premissa, pois o longa funciona como se fosse apenas um recorte na vida da família, terminando com uma clara sensação de que cabe uma continuação. Tomara porque eu simplesmente adoro essa mãe!
Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: Minha mãe é um peça 2
Direção: César Rodrigues
Data de Lançamento no Brasil: 22 de dezembro de 2016

Michele Lima
Na Nossa Estante

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