The Paper – Primeira Temporada [Crítica]

A releitura de The Office, originalmente britânico, fez muito sucesso em sua versão americana, liderada pelo ícone Michael Scott interpretado por Steve Carell. Porém, vale lembrar que a primeira temporada não é das melhores, e foi pensando nisso que assisti à primeira temporada de The Paper com mais paciência do que de costume.
Do mesmo criador de The Office, The Paper segue o mesmo estilo de falso documentário. O spin-off se passa no mesmo universo, mas agora a equipe de documentário está em Toledo, acompanhando a rotina do pequeno Jornal da Verdade. Infelizmente, apenas Oscar (Oscar Nuñez) de The Office está presente no elenco, mas por outro lado isso mostra que o roteiro quer dar espaço a seus novos personagens, e consegue fazer isso muito bem.
Temos a mesma estrutura de rotina de um escritório, mas é perceptível que o roteiro consegue se modernizar, ainda que seja possível ver os mesmos estereótipos. Ned (Domhnall Gleeson) e Mare (Chelsea Frei) são um novo Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer). Ken (Tim Key) parece uma versão mais fraca de Dwight (Rainn Wilson) e Esmeralda é tão sem noção quanto Michael era, embora até o momento não tenha o mesmo carisma. Esmeralda (Sabrina Impacciatore) é uma versão vilanesca, caricata e feminina de Michael Scott e é aquela que nos causa muita vergonha alheia em todos os momentos.
Ned chega ao jornal para assumir o cargo de novo editor-chefe, o que deixa Esmeralda, que ocupava a posição, morrendo de ciúmes. Ela e Ken tentam derrubar Ned o tempo todo com armadilhas que mais parecem planos do Cascão e do Cebolinha. Já Ned tem todo um espírito politicamente correto e a esperança de reerguer o jornal, mas esbarra em questões financeiras. Com falta de profissionais, ele conta com a ajuda da excelente jornalista Mare e até mesmo da equipe do setor de papel higiênico, que faz parte da mesma empresa e divide o espaço. É nas trapalhadas dessa equipe que não é formada por jornalistas que o roteiro se apoia boa parte das vezes.

The Paper não faz você morrer de rir, mas consegue agradar com situações interessantes e personagens com bom potencial. É uma série que visivelmente está engatinhando e tentando se distanciar da sombra imensa que The Office traz. Sem renegar seu passado, tenta se atualizar e trazer novas perspectivas com ótimos personagens. Gosto da dinâmica amorosa entre Derek (Melvin Gregg) e Nicole (Ramona Young), gosto do fato de Oscar ser a pessoa com mais bom senso, traumatizado por Michael Scott, gosto da ingenuidade de Travis (Eric Rahill) e até de Esmeralda, que é bem caricata.
O fato é que The Paper, mesmo sem uma comédia hilária, agrada pelas situações apresentadas e, depois do sétimo episódio, ganha um fôlego muito bom, conseguindo me arrancar boas risadas, mas aí a temporada já estava terminando. Tudo leva a crer que a série tem um ótimo potencial a ser explorado, e terminei a temporada com esperança de acompanhar uma boa série de comédia. Veremos!
Michele Lima


Não tinha ouvido falar dessa série ainda. Gostei muito da resenha e quem sabe, um dia, dou uma chance para ela.
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia