Doctor Who: Além do Azul Selvagem [Crítica]

Depois de um primeiro episódio cheio de falhas, o segundo especial de 60 anos de Doctor Who foi infinitamente melhor. Curiosamente, os efeitos especiais nem tanto.

Partindo do que aconteceu em A Fera Estelar, Donna (Catherine Tate) e Doctor (David Tennant) estão perdidos no espaço e no tempo porque a companions derramou uma xícara de café na Tardis! A cara da Donna fazer isso! Depois de uma parada rápida em que eles conversam com Isaac Newton (Nathaniel Curtis), os dois vão para o limite do universo, um lugar que nem mesmo Doctor explorou.

A Tardis foge detectando uma ameaça, mas Donna e Doctor estão presos numa espaçonave com um corredor enorme, um robô que se movimenta lentamente e tudo por lá muda de tempos em tempos. Tentando descobrir uma maneira de voltar pra casa, os protagonistas se deparam com as “não-coisas”. Não conhecemos a forma exata delas, mas são criaturas que copiam os outros e isso certamente confunde Doctor e Donna.

Com uma boa pitada de suspense, afinal, o mistério conduz o episódio todo, o roteiro dessa vez acerta no timing e instiga nossa curiosidade! E a ambientação da nave é espetacular! Aqui mais uma vez David Tennant mostra porque é o Doctor mais marcante da série (embora meu preferido seja Matt Smith)! Em alguns momentos o personagem mostra sua vulnerabilidade e até confunde a Donna real da Donna não-coisas. 

Doctor Who: Além do Azul Selvagem é um episódio que lembra os bons momentos da série, um exemplo de que nem é preciso ter um elenco gigante e orçamento caro para nos entregar uma boa história! Agora até respiro um pouco aliviada sobre a Doctor Who na Disney!

Michele Lima

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