Para tudo! Este média metragem A Praga me pegou pela mão e me levou lá pros bons tempos do Cine Trash. Não só pela presença do Zé do Caixão (José Mojica Marins) na direção e como mestre de cerimônias, mas pela qualidade incontestável da obra. Cru, trash e de vanguarda, sua origem foi em 1967 e se perdeu num incêndio, foi refeito em 1980 mas não chegou a ser finalizado, voltando a ser redescoberto em 2007 e concluído apenas em 2021 – tudo graças ao cineasta Eugênio Puppo, tão apaixonado pelo material quanto o próprio Mojica.
A trama, simples e eficiente, apresenta o jovem e fogoso casal Juvenal (Felipe von Rhein) e Mariana (Sílvia Gless) que em meio a um passeio no mato, se deparam com uma solitária idosa, interpretada pela veterana atriz e diretora Wanda Kosmo. Ao ser fotografada e ridicularizada por Juvenal, ela roga uma praga sobre ele, tal qual aquelas que o Zé do Caixão tinha o costume de proferir nos programas de TV. A descida ao inferno de Juvenal começa com uns pesadelos pra lá de lisérgicos e evoluem para a irritabilidade até chegar no surto total, pra desespero de sua amada, cuja beleza, como era de praxe, é bastante objetificada na trama.
O grande destaque é, sem dúvida, a personagem da bruxa. Filmada no melhor estilo tragédia grega, Wanda Kosmo tem forte presença em cena e mesmo sendo a “vilã” da história, fica evidente seu viés feminista ao se vingar do homem que a ofendeu por ser mulher, velha e feia.
Mesmo sem ter sido lançado na época, A Praga tem muitas semelhanças com Arrasta-me para o Inferno (2009) do diretor Sam Raimi, que perde feio na comparação mesmo tendo um orçamento maior.
A demora pra lançarem A Praga se deu pela recuperação da imagem e do som, pois os rolos do filme foram encontrados em sacos plásticos.
Bem que merecia um lançamento em DVD.
Disponível no Canal Brasil
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Valeu pela resenha. Desconhecia totalmente.
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia