The Flash [Crítica do Filme]

Em muitas polêmicas com a DC, Warner e principalmente Ezra Miller, The Flash, tem seu filme solo! E tinha tudo pra ser muito ruim, mas não é aquela bomba que muita gente espera, nem a perfeição que prometeram. Sendo honesta, achei que o filme consegue ser bem dinâmico na parte da ficção e com muito fanservice!

Barry Allen segue trabalhando na Liga da Justiça como The Flash. E o longa começa com ótimas cenas iniciais com o herói salvando vários bebês enquanto Batman de Ben Afleck tenta prender criminosos. Na vida privada, Barry sofre com o pai na cadeia e sem provas de sua inocência. Tem um fita com o pai no mercado na hora que a mãe morreu, mas não é possível ver seu rosto.

Frustrado, triste e nostálgico, ao visitar sua antiga casa, Barry descobre que correndo pode voltar ao passado! Obviamente Bruce não gosta da ideia e avisa ao protagonista das consequências desastrosas, mas Barry volta ao passado assim mesmo e salva sua mãe. O que ele não esperava era ser empurrado para linha do tempo em que outro Barry, com 18 anos, existe e ainda precisa virar The Flash.

Ao tentar fazer com seu “eu” nessa linha do tempo se tornasse o Flash, Barry do universo que conhecemos, acaba perdendo seus poderes e preso em um mundo em que General Zod invade a terra. Sem achar o Superman, com um “eu” mais novo e imaturo, Barry vai buscar no Batman desse novo universo alguma ajuda. E o Bruce, como já se sabia, é o Batman do saudoso Michael Keaton!

Toda parte ficcional das diversas linhas do tempos criadas com a volta de Barry é bem explicada, sem deixar o filme muito expositivo. A parte da ação é muito boa, apesar dos efeitos especiais serem bem fracos para um filme desse porte, principalmente nas cenas com Kara (Sasha Calle). Não tem desculpa pra DC mandar tão mal nesse aspecto. Na parte da comédia, o personagem do Barry é divertido e o texto consegue trabalhar melhor a parte dramática do personagem. Todo herói é traumatizado e os traumas de Barry levam a decisões catastróficas. Porém, é verdade também que se abre muito espaço para fanservice e apesar do drama ser bom, poderia sim ser mais profundo. 


The Flash abraça a nostalgia e ainda faz uma boa brincadeira com  um suposto Superman. Poderia ter mais Mulher-Maravilha, poderia ter mais Aquaman, poderia ter mais Superman, poderia ter mais personagens da DC, mas enquanto filme do Flash, teve muito Flash, ainda bem! E para quem ama o Batman do Tim Burton, como eu, o filme até consegue nos presentear bem com Michael Keaton em sua interpretação sempre incrível. 

Vale ressaltar que apesar de ter um enredo mais ou menos bem fechadinho, o final deixa em aberto muitas suposições! E a cena pós crédito é um bom indício do soft reboot que a DC passará. 

FICHA TÉCNICA

Título: The Flash
Direção:  Andy Muschietti
Data de lançamento no Brasil: 15 de junho de 2013
Warner Bros Pictures

Michele Lima

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