Daqueles filmes que causam comoção nos festivais pelo mundo, mas não estreiam em grande circuito aqui no Brasil – apenas em mostras, cineclubes e salas especiais em datas e horários bem concorridos, o que me levou a aguardar o incerto lançamento em VHS nas locadoras. Ken Park chegou nas prateleiras e devido ao seu forte conteúdo não era indicado para qualquer cliente. Ainda mais por ser um filme que jamais seria lançado hoje. Eu havia lido algumas resenhas em jornais e revistas, o que me deixou curioso pra saber se era igual, melhor ou o inferior a Kids.
Em 1995, o diretor Larry Clark e o roteirista Harmony Korine deram ao mundo o polêmico Kids, que desagradou aos estadunidenses por retratar de forma crua, o dia a dia de adolescentes suburbanos. Todo mundo sabe que eles se drogam e transam irresponsavelmente, pegam em armas, matam e se matam, mas mostrar isso nas telas do cinema de forma escancarada tornou a dupla Clark/Korine odiada nas terras do Tio Sam, mas adorada mundo afora.
Depois dos bons Kids e os Profissionais (1998) e Bully (2001), o diretor Larry Clark se juntou novamente ao roteirista Harmony Korine, dividiu a direção com Edward Lanchman e lançaram Ken Park (2002), uma espécie de continuação mais grotesca de Kids. Clark filma tudo, sem disfarces e o corajoso elenco (James Bullard, Maeve Quinlan, Stephen Jasso, Wade Williams, Amanda Plummer, Tiffany Limos e James Ransone) se entrega sem medo as situações bizarras.
O curioso é que o público se chocou mais com as cenas de nudez e sexo do que com as cenas envolvendo armas de fogo. Essa hipocrisia que conduz a sociedade norte-americana, juntamente com a ajuda da política da liberação do porte de armas e BINGO! Rende material suficiente para uns dez filmes neste segmento.
A cada dia que passa, Ken Park se torna mais precioso.
Título: Ken Park
Direção: Larry Clark e Edward Lachman
Data de lançamento: 2002
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Uau! Pelo que li, parece ser um filme bem chocante e marcante.
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia