Na época eu nem tinha idade pra ver no cinema, não sei dizer se saiu direto em vídeo por se tratar de um filme feito exclusivamente para a TV. Só lembro do hype (palavra que nem se usava na época) nas revistas especializadas e nas seções de cinema dos jornais. O Poder da Sedução pegou na carona em Instinto Selvagem e talvez tenha sido o último grande filme com uma femme fatale cruel.
Depois do ótimo Corpos Ardentes, do polêmico Instinto Selvagem e antes do excelente Los Angeles – Cidade Proibida, um filme noir moderno lançado exclusivamente pra TV fez muito barulho: trata-se de O Poder da Sedução (1994). O diretor John Dahl já havia mostrado seu talento para enredos intrincados como em Mate-me outra Vez (1989) e Morte por Encomenda (1993), mas aqui ele vai além. Linda Fiorentino, em impressionante desempenho, é Brigdet Gregory, que, de uma tacada só rouba do marido (Bill Pullman) quase meio milhão de dólares de uma venda de cocaína, o deixa sem dinheiro para acertar as contas com um agiota e se muda para Nova York, trocando o nome para Wendy Croy. Ao fugir para o interior, ela conhece Mike (Peter Berg) e o manipula para seus perversos propósitos.
A crítica ficou tão entusiasmada com a história cheia de reviravoltas e a interpretação irretocável (e corajosa) de Fiorentino que o filme foi parar nas telas do cinema e foram unânimes em dizer que poderia concorrer ao Oscar nas categorias atriz e roteiro original. Porém a passagem pela TV antes do cinema não respeitou a regra da Academia. Mesmo assim, Linda concorreu ao BAFTA e foi premiada pelos críticos de Nova York e Los Angeles.
Infelizmente sua carreira não vingou.
FICHA TÉCNICA
Título: O poder da sedução
Título original: Last Seduction
Direção: John Dahl
Lançamento: 1994
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