Doze é Demais [Crítica do Filme]

Remakes são difíceis por conta da memória afetiva, a nostalgia sempre nos atrapalha, mas apesar do novo Doze é demais não ter o mesmo impacto dos anteriores, é um filme sessão da tarde, divertido de assistir.

O longa segue uma premissa parecida com o original, uma família gigante passando por alguns problemas. No caso, Paul (Zach Braff) se casou e além dos próprios filhos, adotaram o filho de um amigo. Zoey (Gabrielle Union) também tem dois do primeiro casamento e quando se casou com Paul, eles tiveram mais filhos, na soma 11 no total, mas com a chegada do sobrinho de Seth (Luke Prael), eles viram 12!

E uma dos aspectos positivos do roteiro foi acrescentar outras questões à trama. A família Baker tem um restaurante de café da manhã, onde Paul e Zoey trabalham juntos, mas as contas estão sempre no limite devido à numerosa família e por isso eles colocam em prática o sonho de vender os próprios molhos no mercado. Paul claramente se compara a Dom (Timon Kyle Durrett), primeiro marido de Zoey, um astro do esporte com dinheiro e na tentativa de dar o bom e o melhor para todos, o protagonista embarca na expansão do restaurante, deixando um pouco de lado a própria família. Além disso, as crianças têm seus próprios problemas, enfrentam uma nova escola e Deja (Journee Brown), a mais velha, tem dificuldade com o novo time de basquete. O roteiro aborda racismo e bullying também, de uma maneira bem leve.

Embora acerte nas novas tramas, sem deixar de lado o tema central que é a família, o longa peca em ser mais superficial que os anteriores, as problemáticas são bem leves e no clímax final falta drama e ação. Ainda assim, é uma família cheia de personagens interessantes e a relação entre o casal e seus respectivos ex-parceiros chama atenção.

Vale lembrar que o filme de Steve Martin de 2003 já era uma versão do filme de 1950 (Papai Batuta), afinal, ao que parece, a  família é um tema que nunca sai de moda!

Trailer

FICHA TÉCNICA

Título: Doze é Demais
Título Original: Cheaper by the Dozen
Direção: Gail Lerner
Disney +

Michele Lima

Na Nossa Estante

View Comments

  • Um filme que deve provocar muita nostalgia mesmo. Tenho muita vontade de assistí-lo.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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