O Esquadrão Suicida [Crítica do Filme]

Nada como expectativas alinhadas! Claro que o primeiro Esquadrão Suicida teve mais problemas do que uma questão de expectativa, mas agora com James Gunn no comando, acredito que todos nós já sabíamos que no mínimo teríamos boa ação com pitadas de comédia e foi exatamente o que o diretor entregou, um filme de puro entretenimento!
O Esquadrão Suicida não é um reboot e nem uma continuação direta do primeiro, ele se passa depois de Aves de Rapina sem a necessidade de ter visto o filme da Arlequina para o entendimento deste. Novamente, Amanda Waller (Viola Davis) está reunindo um grupo para uma missão bastante perigosa, já que todos são tratados sem a menor importância, se alguém morrer é só um vilão a menos no mundo. E Waller continua cretina como sempre, talvez até pior.
Em um primeiro momento nas cenas iniciais acreditamos que o grupo formado por Rick Flag (Joel Kinnaman) e Arlequina (Margot Robbie) seria o time principal para a missão em um país desconhecido. No entanto, esperta como sempre focou seu ataque com um grupo liderado por Sanguinário (Idris Elba) que acaba entrando sem a menor vontade, mas chantageado e se sentindo na obrigação de proteger sua filha. Aliás, o diálogo entre Sanguinário e a filha é um dos mais interessantes do filme de tão bizarro que é. E bizarrice não falta, o vilão é estranho e fora de sintonia com todo o resto, mas ainda assim bem melhor que do anterior. Aqui temos uma história mais consistente com uma criatura bizarra, Starro, usada como arma de guerra. e ainda temos o maravilhoso Peter Capaldi (Doctor Who) como Pensador, um cientista maluco e sádico. Merecia maior espaço na trama, mas talvez seja meu lado fã falando mais alto.
O grupo precisa apagar os vestígios do governo americano no local, não necessariamente salvar as pessoas e mais uma vez o filme humaniza os vilões e de um jeito bem mais convincente pelos argumentos apresentados. E nada fica muito jogado na história que é bem simples, mas eficaz naquilo que se propõe. Obviamente que o grande destaque é para Sanguinário (que faz com que ninguém sinta a ausência do Pistoleiro de Will Smith), mas todo o grupo acaba tendo seus momentos especiais sem parecer nada muito forçado. Bolinha (David Dastmalchian) talvez tenha conseguido ser mais estranho do que o Tubarão-Rei ou Nanaue (Sylvester Stallone), mas é bem interessante a figura do Pacificador (John Cena) sendo o contraponto de Flag e Sanguinário. E ainda temos Caça-ratos 2 (Daniela Melchior) tendo uma boa participação na história. Inclusive é uma personagem cheia de carisma e que pode ser muito bem aproveitada dentro do universo da DC.
Arlequina segue Arlequina, por vezes subestimada por homens, para o azar deles e seu plot inicial é romântico e violento, exatamente como se espera da personagem. Margot Robbie mais uma vez brilhante com sua vilã psicótica.
O longa tem boas cenas de ação, com muitas bombas, sanguinário e uma ótima trilha sonora. A montagem é ótima e os recursos para voltar no tempo usados pelo diretor agradam bastante. No final ainda tem uma cena antes dos créditos e outra pós-crédito, fiquem atentos.
O esquadrão suicida não é perfeito, como qualquer filme com muitos personagens, nem todos são bem explicados e desenvolvidos, mas é um filme que traz algumas surpresas, elementos bizarros, sem sair muito do típico filme de ação. Não é um longa inovador, mas talvez justamente por não ousar também não comete grandes erros. É o chamado filme pipoca, bem redondinho de puro entretenimento, irreverente, sanguinário e divertido na medida certa e ainda com personagens que cativam bastante.
Trailer
FICHA TÉCNICA
Título: O Esquadrão Suicida
Título: The Suicide Squad
Direção: James Gunn
Data de lançamento: 5 de agosto e 2021
Warner Bros Pictures
Michele Lima
Na Nossa Estante

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