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O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas [Crítica do Filme]

É difícil encontrar romances adolescentes que fogem do padrão mas quando O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas une a ficção com romance, fica bem diferente, ainda que escorregue em alguns clichê, afinal a própria trama de viver o mesmo dias várias vezes é um tema já bastante comum nos cinemas.
Mark (Kyle Allen) vive o mesmo dia há muito tempo, há tanto tempo que parece que ele nunca encontrará uma saída, mas as esperanças são renovadas quando ele conhece Margaret (Kathryn Newton), outra adolescente que vive presa no tempo, exatamente como ele.
A princípio Margaret é misteriosa, se esquiva bastante de Mark, mas aos poucos a gente vai entendendo o motivo que faz com que ela não queira sair da situação em que se encontra. Já Mark quer dar continuidade na vida e parar de reviver o mesmo dia. Enquanto eles vão se conhecendo, os dois começam a mapear as pequenas coisas perfeitas que encontram e são situações bem diferentes, com reais significados para eles.
Particularmente eu sempre acho que filmes como Feitiço do Tempo são repetitivos, apesar de amar o longa de Harold Ramis, mas o bom de O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas é que os protagonistas já sabem o que acontece com eles, só não sabem como escapar do anomalia temporal. No entanto, o roteiro de Lev Grossman não agrega muitas coisas e acaba perdendo o fôlego no meio do caminho. Ainda assim os atores possuem uma ótima química, o que segura a trama até o fim.
Dirigido Ian Samuels (Sierra Burgess é uma Loser), o longa é leve, com uma trama boa, consegue trabalhar bem os clichês se tornando inclusive um tanto melancólico em determinados momentos, não é um romance adolescente inesquecível, mas tem seu valor ao conseguir trabalhar com o looping temporal sem ser cansativo.
Trailer
FICHA TÉCNICA
Título: O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas
Título Original: The Map Of Tiny Perfect Things
Direção: Ian Samuels
Data de lançamento: 12 de fevereiro de 2021
Amazon Prime Vídeo
Michele Lima
Na Nossa Estante

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