A maior brisa de 2019. O diretor nova-iorquino Bill Condon vinha de uma leva de filmes muito ruins antes de surpreender a todos com o excelente Deuses e Monstros (1998), onde sir Ian McKellen brilhou ao interpretar o diretor James Whale, responsável pelo clássico Frankenstein de 1931. Bill levou o Oscar de melhor roteiro adaptado e virou a grande aposta dos estúdios – é dele o ótimo Kinsey (2004), Dreamgirls (2006), Mr. Holmes (2015) e o live action de A Bela e a Fera, de 2017.
Estava indo tudo bem, até este A Grande Mentira. Ian McKellen, que também foi o protagonista de Mr. Holmes, ficou a milímetros da caricatura e entrega uma atuação cheia de maneirismos no papel de um golpista que se aproxima de uma viúva (Helen Mirren, sempre linda e maravilhosa) com o intuito de seduzir e roubar. É esta a história.
Ian McKellen, seduzindo? Bom, a má escolha dele para o personagem já entrega um dos 752 plot twists atirados na tela a cada todo instante. Será que a charmosa, sofisticada e elegante Betty realmente se encantou mesmo pelo nada atraente Roy, assim, logo de cara?
É possível perceber que nada do que é mostrado, não é “exatamente” aquilo, numa encenação que não convence nem a platéia e…será que convence os personagens? As atitudes passivas de Betty (Mirren) são tão forçadas, que nem Helen, com todo o seu talento, não consegue disfarçar tão bem quanto deveria. McKellen, cuja atuação deveria ser dúbia para o enredo e não para nós, que já sabemos quem de fato ele é (ou não?), tem um comportamento que até a pessoa mais trouxa do universo desconfiaria e é nisso que o roteiro, cheios de clichês, se apoia e vai fazendo um plot twist atrás do outro.
Depois da quinta ou sexta revelação nada surpreendente, fica aquela sensação de…Ah, eu achava que era isso e agora que estou vendo que era realmente isso….o que poderia ser uma excelente história de suspense a lá Agatha Christie, se revela um verdadeiro novelão mexicano ruim, baseado no livro do escritor Nicholas Searle, também responsável pelo roteiro.
A destacar apenas a belíssima direção de arte, com as lindas locações londrinas e a decoração de interiores particularmente bem caprichada. Mas isso é muito pouco para uma obra que possui um casal de atores tarimbados e um diretor renomado. Bill Cordon perdeu a mão e o roteiro não ajuda em nada.
Eu não conhecia esse filme. Eu até gosto do estilo, mas que pena que foi uma decepção. Eu não gostei de Mr. Holmes, mas amei Dreamgirls e A Bela e a Fera. Não sei se assistiria esse aí. Quem sabe se eu estiver no clima, né?! rsrs....
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Oi, Italo!
Confesso que eu não curto esse estilo de filme kk e também parece que a história deixa um pouco a desejar :((
xx Carol
https://caverna-literaria.blogspot.com/
Eu não conhecia esse filme. Eu até gosto do estilo, mas que pena que foi uma decepção. Eu não gostei de Mr. Holmes, mas amei Dreamgirls e A Bela e a Fera. Não sei se assistiria esse aí. Quem sabe se eu estiver no clima, né?! rsrs....
=)
Suelen Mattos
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ROMANTIC GIRL
Oi, Italo
Nem sabia do lançamento desse filme, confesso. Uma pena ele pecar tanto, ainda mais com esses nomes de peso no elenco.
Beijos
-Tami
https://www.meuepilogo.com
Olá, Italo.
Eu gosto de filmes no estilo. É uma pena que não funcionou. Não consigo ver o Ian seduzindo ninguém hehe.
Prefácio
Adorei sua resenha, confesso que não gosto do gênero, e pelo visto a história deixou a desejar. Uma pena, tinha tudo para ser marcante! ❤
https://www.kailagarcia.com
adoro demais esses dois atores, pena que a historia do filme nao é tudo isso
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