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Suspíria – A dança do medo [Resenha do Filme]

Nessa interminável – e por muitas vezes desnecessária – onda de refilmagens de obras icônicas do terror, era inevitável que o ótimo Suspiria (1977) do mestre italiano do terror Dario Argento, ganhasse também o seu remake.
O responsável pela empreitada é o também italiano Luca Guadagnino (do purgante Me Chame pelo seu Nome), um diretor que na minha opinião, não fede e nem cheira e sua refilmagem de Suspíria é assim: se não chega aos pés do original, também não incomoda – e que não gostou é só fazer de conta que nunca existiu.
Na trama, que difere pouco da original, Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega após Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparecer misteriosamente. Tendo avanços surpreendentes com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie faz amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha suspeitas sobre o local, que é na verdade um Coven de bruxas.
Se o original marcou época tanto pelo clima de pesadelo constante, mortes gráficas espetaculares, quanto pela trilha sonora vertiginosa da banda Goblin, este novo mistura “terror” com guerra fria e é embalado pela música melosa e chata de Thom Yorke do Radiohead. Pelo menos não teve a cara de pau de repetir as cenas de assassinato do original.
O tom sério da narrativa e as coreografias expressionistas das danças não conversam com os momentos trash de terror, que na tentativa de arrebatar e juntar elementos de Suspiria (1977), Inferno (1980) e Mãe das Lágrimas (2007) no constrangedor clímax, falha miseravelmente. É como se dentro de um belo bolo de aniversário, o recheio estivesse estragado.
Dakota Johnson se mostra esforçada nas cenas de dança mas tem o talento dramático de um grill George Foreman, herdado da mãe Melanie Griffith, outra atriz medíocre. Tilda Swinton, por incrível que pareça, tem o pior papel da sua carreira dividido em três: Madame Blanc (um cosplay da dançarina Pina Bausch), o psiquiatra Dr. Josef (transformada no fictício ator Lutz Ebersdorf, que Tilda negou até o fim ser ela) e a bruxa mãe Helena Markos. Não convence em nenhum, graças a maquiagem que esconde tudo e ao mesmo tempo não esconde nada.
Do elenco, salvam-se a alemã Angela Winkler (do ótimo O Tambor), a holandesa Renée Soutendijk (O Quarto Homem) e a russa Elena Fokina, dona da melhor cena – e como se trata da única cena boa do longa, não vou descrever.
A atriz do original, Jessica Harper topou fazer uma ponta em forma de “homenagem”, mas deveria ter se recusado – esse remake de Suspíria é uma bomba e ainda bem que não atingiu ninguém.
Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: Suspíria: a dana do medo
Titulo Original: Suspiria
Diretor: Luca Guadagnino
Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Nota 1/5
Italo Morelli
Na Nossa Estante

View Comments

  • Olá, Italo.
    Que pena que só encontrou defeitos no filme. Mas eu que não conhecia o original me interessei em assistir mesmo com seus comentários negativos.

    Prefácio

  • Oie Italo =)

    Não assisti ao original e tão pouco saiba desse remake. Gosto de filmes que tem a dança como plano de fundo, mas como já não sou fã de filmes de terror e levando em conta a sua crítica, vou deixar essa passar rs...

    Beijos uma linda semana para você! ;***
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.

  • todo mundo tem direito de opinar porém a forma como uns opinam como tá descrito aqui, é horrível. as pessoas n assistem por causa das palavras, dando ênfase em como o filme é ruim. eu gostei bastante, n vi o original ainda mas pretendo. dakota anda se tornando uma excelente atriz, jamais pensei q ela fosse fazer algo do tipo dps de 50 shades of grey. n entendo pq as pessoas criticam tanto uma coisa quando n gostam pq pela crítica extremamente negativa, muitas pessoas começam a pensar da mesma forma. isso sim deveria n atingir ninguém.

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