Peaky Blinders [Resenha da série]

Série nova é igual pipoca, explode uma a toda hora! Todo ano cancelam uma, criam duzentas e a gente vai se viciando e assistindo o que dá, maratonando, se matando em frente à TV e agonizando pela demora de uma nova temporada. Mas eu continuo fiel, adoro séries, mas ultimamente procurei algo novo, algo que não estivesse na moda e em todos os sites, algo que mexesse comigo. Achei.

Depois de algumas horas passeando pela Netflix até o controle remoto ficar quente e encher minha lista, eu achei a sensacional Peaky Blinders.

Peaky Blinders é maravilhosa! Fantástica, incrível, interessante e além de tudo isso ela é todo aquele blá blá blá técnico de bem produzida, com excelentes cenários, uma trilha sonora incrível e atores de muito, muito talento. Quando comecei a ver eu não podia imaginar que ia gostar tanto de uma série de gangsters!

Peaky Blinders, Sangue, Apostas e Navalhas é violenta, sem dúvidas, mas tem um charme muito especial que poucas séries conseguem transmitir, charme este que começa no vestuário dos anos 20 e da gangue de irmãos que dominaram a cidade de Birminghan, Inglaterra, depois da primeira guerra mundial. Gangue esta que realmente existiu, e a série mistura a realidade da época com a criatividade de seu criador, Steven Knight. Produzida pela BBC, que é sinônimo de qualidade, começou em 2013 e tem quatro temporadas disponíveis na Netflix.

Os irmãos Shelby John (Joe Cole), Arthur (Paul Anderson), Ada (Sophie Rundle) e Finn (Harry Kirton), junto com Polly (Helen Mccrory) e liderados por Tommy (Cillian Murphy) possuem uma banca de apostas ilegais de cavalos, são conhecidos por agir com violência e cegar seus inimigos com navalhas colocadas em seus chapéus. Quando os Peaky Blinders mandam a cidade obedece. Eles não têm medo de lutar, de matar ou de morrer, mas por outro lado também são capazes de ajudar da comunidade local.

O domínio da gangue corre perigo quando o major irlandês, Chester Campbell (Sam Neill) é enviado por Winston Churchill para investigar o sumiço de uma remessa de armas que pode ter caído nas mãos da gangue e que não pode ser vendida em hipótese alguma para o Exército Republicano Irlandês. Ele encontra em Tommy Shelby um líder inteligente, perspicaz, intuitivo e capaz de acabar com a carreira do Major. Ele coloca em um dos estabelecimentos dos Shelby uma linda garota, Gracie (Alnnabelle Wallis) para ajudá-lo, mas nem todos os seus planos dão certos, nem os de Tommy e ele é o tipo de cara que sempre tem um plano, se ele vai dar certo ou não…vai saber!

A série mostra a ascendência da gangue e também suas derrotas, traições, sofrimento e principalmente força quando se unem como família.

Tommy além de grande líder é o que carrega todo o peso, toda culpa, toda dor, e todo poder e faz de tudo para manter a família unida. Cillian está impecável no papel de homem forte, poderoso e muito misterioso e os outros atores conseguem acompanhá-lo e fazer da série uma sequência de grandes atuações.

É adrenalina pura quase o tempo todo, nunca se sabe de onde vem o tiro, quem vai morrer, quem traiu quem. É realmente uma série envolvente, tão envolvente que até eu, uma senhora dona de casa está encantada e aguardando ansiosamente a quinta temporada.

Além de toda qualidade da série nós também temos a presença de Tom Hardy e Adrien Brody!

Cada temporada tem 6 episódios com quase uma hora de duração.

Deliciem-se!

Marise Ferreira
Na Nossa Estante

View Comments

Share
Published by
Na Nossa Estante

Recent Posts

Armadilha [Crítica do Filme]

Só agora, com o filme disponível na Netflix, resolvi assistir a Armadilha, do diretor M.…

3 dias ago

Rivalidade Ardente [Crítica da Série]

Heated Rivalry (Rivalidade Ardente), escrita e dirigida por Jacob Tierney, é um drama esportivo lançado…

5 dias ago

Casamento Sangrento: A Viúva [Crítica]

Lançado como continuação direta de Casamento Sangrento (2019), o filme surge com a difícil missão…

1 semana ago

Sweetpea [Crítica da Série]

A literatura contemporânea encontrou, nos últimos anos, um terreno fértil para protagonistas moralmente ambíguas, especialmente…

2 semanas ago

Hong, A Inflitrada [Crítica]

Hong, a Infiltrada, dorama disponível na Netflix, rapidamente se tornou um dos meus preferidos! A…

2 semanas ago

O Agente Secreto [Crítica]

O Brasil que fomos e que (infelizmente) ainda somos. O Brasil que não conhece o…

3 semanas ago

Nós usamos cookies para melhorar a sua navegação!