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Homem-Aranha: No Aranhaverso [Resenha do Filme]

Se Homem-Aranha: No Aranhaverso tivesse estreado no Brasil em 2018 eu diria que teria sido uma das melhores animações do ano, mas por aqui só estreia agora e posso dizer que 2019 já começa bem!
Miles Morales (Shameik Moore) é um jovem negro do Brooklyn que sem querer, em uma noite com seu tio, é picado por uma aranha radioativa. No mesmo dia encontra o verdadeiro Homem-Aranha (Chris Pine) que tentando evitar que o Rei do Crime unisse universos paralelos acaba morrendo. Agora com o falecimento de Peter, Miles vai assumir uma responsabilidade que não queria.
O protagonista é bastante simpático, tem dificuldade em se adaptar na nova escola e tem um pai policial bastante rigoroso, em alguns momentos me lembrou o desenho Super Choque. Muito abalado com a morte do herói, em cenas que até emocionam, Miles vai tentar descobrir todos seus poderes e falha bastante nisso, afinal, ele precisa de ajuda. E essa ajuda chega de maneira inesperada com um Peter Parker (Jake Johnson) barrigudinho e divorciado de Mary Jane, Spider-Gwen (Hailee Steinfeld), Peni Parker (Kimiko Glenn), Homem-Arranha Noir (Nicolas Cage) e Spider-Ham/Porco-Aranha (John Mulaney) de outras realidades paralelas. Todos de alguma forma possuem a vida mudada por uma aranha radioativa.
Gwen foi picada por uma aranha e era amiga do Peter Paker em sua dimensão, infelizmente por lá o herói também morre. Peni tem uma relação de amizade com a aranha radioativa que mora dentro do seu robô e vem do futuro. Homem-Aranha Noir é o mais interessante de todos, apesar de ser o mais sombrio também, sendo de um universo preto e branco que o faz ficar mega curioso com um cubo mágico colorido. Noir também é um Peter Parker, no caso um repórter respeitado, mas problemático que vive em 1933, durante a Grande Depressão. Já Spider-Ham/ Porco-Aranha é o mais bizarro de todos, sendo o Peter Porker.
O grupo precisa se unir para combater o Rei do crime e Doc Ock (Kathryn Hahn) que não se importam em nada com as consequências da união dos universos paralelos. E nessa jornada, Miles amadurece bastante e passa a entender melhor não só seus poderes, como também o tamanho de sua responsabilidade. Sua relação com o Peter Parker da outra dimensão é o ponto forte do filme, uma vez que o clássico herói não quer ser pais, mas mesmo sem querer acaba tendo um relacionamento muito próximo com o protagonista. E Gwen é sem dúvida uma das melhores personagem, sarcástica e com personalidade forte, uma verdadeira girl power!
A parte técnica também agrada. Talvez o espectador estranhe um pouco o estilo de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, já que é uma animação em forma de quadrinhos, inclusive o traço é bem característico de obras do estilo. Temos cortes bruscos e rápidas mudanças de cenários como também por vezes balões de diálogos na tela. O visual chama bastante atenção e muda de acordo com o heróis de maneira harmoniosa, Peni, por exemplo, representa o estilo anime sem causar incômodo nenhum. A dublagem original é boa e a trilha sonora melhor ainda!
Anos tendo a mesma história recontada, o universo de Homem-Aranha: No Aranhaverso ousa sair da antiga fórmula, se reinventa de maneira original, com humor, dinamismo e surpreende positivamente com um enredo forte e envolvente. Um dos melhores filme do Homem-Aranha!
Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: Homem-Aranha: No Aranhaverso
Título Original: Spider-Man: Into the Spider-Verse
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman
Data de Lançamento no Brasil: 10 de janeiro de 2019
Nota: 5/5
Michele Lima
Na Nossa Estante

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