Categories: Uncategorized

Sol da meia-noite [Resenha do Filme]

Não gosto de sick-lit nem em livros e nem em filmes, mas achei a trama de Sol da meia-noite tão interessante que tive que conferir!
Katie (Bella Thorne) é uma garota de 17 anos que vive sua vida inteira trancada dentro de casa porque tem uma doença rara que não permite que ela entre em contato com a luz do Sol. Sua interação com o mundo é pela internet e socialmente só se relaciona com seu pai, Jack (Rob Riggle) e sua única amiga Morgan (Quinn Shephard). Durante o dia Katie estuda em casa e às vezes à noite vai para estação de trem onde ela toca seu violão. Durante anos, a personagem acompanhou Charlie (Patrick Schwarzenegger) passando por sua janela, mas nunca teve a oportunidade de conhecê-lo, até que um dia eles se esbarram à noite na estação de trem.
A cena do encontro dos dois é divertida porque Katie realmente não sabe como se comportar diante do garoto que foi apaixonada utopicamente a vida toda e Charlie fica bem intrigado com a personagem. O romances dos dois vai acontecendo aos poucos e vamos entendendo melhor sobre a doença de Katie, mas o fato da protagonista esconder sua condição do namorado só piora bastante as coisas.
Jack é um pai preocupado que passou toda a vida tentando proteger a filha, mas não a impede de viver seu grande amor, o que é um ponto bem positivo na história e Morgan simplesmente rouba a cena várias vezes, com sua personalidade forte e seu namoro com um nerd. Katie é uma protagonista simpática e que gera empatia e Charlie não é o cara popular insuportável, o que também me agradou.
O longa é baseado em um filme japonês, Taiyo no uta, e é importante ressaltar que tem os adolescentes como público-alvo. E apesar de não gostar de filmes do gênero, a doença em si não foi algo que me incomodou, mas sim a falta de profundidade no desenvolvimento dos personagens. Tudo muito raso a ponto de não me sentir conectada com os problemas dos protagonistas, além do fato, da inevitável sensação de já ter visto o enredo em muitos outros filmes, como em Tudo e Todas as coisas e Um amor para recordar.
Patrick Schwarzenegger e Bella Thorne possuem carisma, embora o ator pareça um pouco “travado” em algumas cenas. No entanto, infelizmente, os atores não conseguem passar todo o drama necessário para a narrativa, embora Riggle e Shephard terem se saído muito bem.
Sol da meia-noite está longe de ser um filme marcante com personagens doentes, mas é bem provável que agrade alguns adolescentes por ter um romance meigo e uma boa trilha sonora.
Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: Sol da meia noite
Título Original: Midnight Sun
Direção: Scott Speer
Data de Lançamento: 14 de junho de 2018
Nota: 3/5


*conferimos a cabine de imprensa do filme
Michele Lima
Na Nossa Estante

View Comments

  • Oi, Mi! Tudo bom?
    Eu tinha curtido o trailer exatamente por ser esse clichêzão de sick-lit, mas vou baixar as expectativas pra quando for ver. Se conseguir ser um pouco emocionante já tá valendo; nunca espero muuuuuuito de filmes com atores teen.

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    queriaestarlendo.com.b

  • Oi Mi, sua linda, tudo bem?
    Ah que pena, eu vi o trailer e apesar de achar parecido com Tudo e Todas as Coisas, gosto de filme adolescente e estava com expectativas. Já percebeu que está difícil encontrar bons filmes hoje em dia? Como sempre adoro suas críticas. Saudades de vir aqui, estou voltando aos pouquinhos, me recuperando.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com/

Share
Published by
Na Nossa Estante

Recent Posts

Armadilha [Crítica do Filme]

Só agora, com o filme disponível na Netflix, resolvi assistir a Armadilha, do diretor M.…

3 dias ago

Rivalidade Ardente [Crítica da Série]

Heated Rivalry (Rivalidade Ardente), escrita e dirigida por Jacob Tierney, é um drama esportivo lançado…

5 dias ago

Casamento Sangrento: A Viúva [Crítica]

Lançado como continuação direta de Casamento Sangrento (2019), o filme surge com a difícil missão…

1 semana ago

Sweetpea [Crítica da Série]

A literatura contemporânea encontrou, nos últimos anos, um terreno fértil para protagonistas moralmente ambíguas, especialmente…

2 semanas ago

Hong, A Inflitrada [Crítica]

Hong, a Infiltrada, dorama disponível na Netflix, rapidamente se tornou um dos meus preferidos! A…

3 semanas ago

O Agente Secreto [Crítica]

O Brasil que fomos e que (infelizmente) ainda somos. O Brasil que não conhece o…

3 semanas ago

Nós usamos cookies para melhorar a sua navegação!