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Ruína [Resenha Literária]

Ruína é um livro que me chamou atenção desde que foi lançado fora do Brasil e conta a história Emmelina Flores, a filha Inútil (sim, Inútil com I maiúsculo) da rainha de Ruína. Depois que seu reino e seus pais foram massacrados, Emm vai fazer de tudo para resgatar sua irmã das mãos do seu inimigo. Nem que seja se casar com o filho dele.
Inútil é o ser que nasce sem poder algum, o que é o caso da nossa anti-heroína. O que falta em poder de magia em Emm, ela compensa com muita força de vontade, inteligência e bravura. Logo no primeiro capítulo já temos uma prévia do que a personagem é capaz de fazer. Além de, claro, tomar o lugar da prometida do príncipe de Lera, a princesa Mary.
Príncipe Casimir (ou Cas para os mais íntimos) é filho do rei de Lera e se vê obrigado a casar com a filha do reino aliado. Apesar do pai ser um pouco alienado sobre os acontecimentos de seu reino, depois de seu casamento com “Mary”, Cas começa a perceber que nem todas as atitudes de seu pai são corretas e se questiona se o que faz com os habitantes de Ruína é realmente correto. É justamente essa empatia e um tanto de inocência que nos conquista. Durante o decorrer do livro, vemos o crescimento do personagem, descobrindo que nem tudo em seu reino é preto e branco.
Um ponto interessante na história é que não existe reino certo ou errado. Apesar do reino de Lera e Vallos terem destruído Ruína, os habitantes utilizavam de sua magia para torturar humanos. Em vários momentos, é dito que tanto a rainha de Ruína quanto rei de Lera são pessoas cruéis, mas ambos faziam o que achavam ser certo em salvar seu povo. Gostei dessa dualidade e o modo como a autora explora. Para o povo de Ruína, o rei de Lera é vilão da história; já em Lera, Wenda Flores era a rainha má.
A narração da história é feita em terceira pessoa, focando em Emm e Cas. Adoro quando tem mais de um ponto de vista porque assim nossa opinião não fica baseada somente no entendimento e visão de um personagem. Vemos o conflito de ambos, principalmente no que se trata de seus sentimentos um pelo outro, assim como para seus súditos.
Um ponto forte de Ruína são os acontecimentos. Em menos de dez capítulos, já havia acontecido mortes, duelo de espada, casamento, ataque à família real e muito sangue envolvido. Ou seja, o livro tem ação do começo ao fim e não de uma forma bagunçada. Em certos aspectos me lembrou muito a série Queda dos Reinos, principalmente pela escrita fácil, direta e fluída da Amy.
Outro ponto forte do livro são as reviravoltas. Até determinado momento, eu achei que o babado ia ser forte mesmo na reta final, mas não. De repente, tudo explode na sua cara e dali pra frente é salve-se quem puder e eu não sei mais de nada. A reta final me deixou quase roendo as unhas de curiosidade para saber o que realmente iria acontecer e infelizmente não me preparou para o final angustiante, me deixando louca pela continuação pra ontem!
Os personagens secundários tiveram seu destaque. Aren (amigo de Emm) e Galo (amigo de Cas) são amigos que nunca os deixam na mão. Destaque também para Jovita, prima de Cas. Ainda acho que ela pode ser um empecilho nas decisões de Cas sobre o reino, mas gostei de ver a personagem na posição de futura conselheira real. Espero que ela tenha mais destaque futuramente, principalmente por suas ideias irem de frente com as de Cas. Assim como gostei de Jovita, adorei a guerreira Iria, que ao decorrer da história se torna amiga e aliada de Emm.
Ruína é o primeiro livro de uma trilogia. Ele é seguido de Avenged e Allied, este último com lançamento internacional previsto para maio desse ano e já quero ler todos.

FICHA TÉCNICA
Título: Ruína (Ruína #1)
Autor: Amy Tintera
Onde Comprar: Amazon
Na Nossa Estante

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