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O destino de uma nação [Resenha do Filme]

Conferimos a Cabine de Imprensa de O destino de uma nação.

Não é de hoje que Gary Oldman tem a fama de ser um camaleão e sua caracterização como Winston Churchill está incrível! O longa é um recorte dos dias em que o primeiro-ministro assume o poder até o dia que consegue de fato convencer o parlamento a não fazer um acordo de paz com Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.
Churchill não era um homem fácil e o papel de Lily James como Elizabeth Layton é o contraponto que mostra que, apesar de todas suas excentricidades, o primeiro-ministro poderia também ser um homem bom que buscava na guerra a vitória que a Europa precisava. Elizabeth é sua datilografa pessoal e vai conhecendo Churchill nos seus piores momentos, aliás, não sei como ele não teve um infarto durante essa época. Acima do peso, idoso, fumante e alcoólatra, o personagem não cede a pressão dos seus companheiros de partido para tentar um acordo de paz com Hitler. Churchill diz claramente que não se negocia com pessoas como o ditador, eles não querem paz, só querem dominar cada vez mais.

Mais do que Hitler, o personagem enfrenta principalmente problemas internos. O partido só o coloca no poder porque ele é o único que a oposição aceitaria e o parlamento precisa ficar unido para combater os avanços da Alemanha. Apesar de não vermos a guerra em si, a tensão de uma invasão é iminente com tantos países sendo derrotados dia após dia. Churchill sabe que a França não deve ceder e faz de tudo para salvar os seus soldados em Dunquerque e assim, restaurar a fé não só entre os britânicos, mas também em outros países. Encurralado, o primeiro-ministro até pede apoio aos Americanos, sem sucesso.
O longa é bem tenso, mostrando bem todos os jogos políticos e como a guerra às vezes é apenas um jogo de tabuleiro, soldados são peões, estratégias são importantes e aliados também. O filme apresenta um protagonista forte e difícil de lidar, mas também de certa forma o pinta como herói de uma nação ao não ceder mesmo sob pressão.

Carismático ou não, Churchill carregou o mundo nas costas em momentos cruciais da Segunda Guerra Mundial e usou da manipulação de informações e do poder dos seus discursos para convencer a nação a não desistir de lutar! E é bem interessante acompanhar toda a pressão e tensão vividas na Inglaterra.
Gary Oldman conduz muito bem toda a trama, assumindo todos os trejeitos de Churchill, desde a personalidade até o modo de andar, falar, um jeito um tanto impetuoso e ao mesmo tempo excêntrico e egocêntrico. Suas cenas com o Rei George VI, interpretado por Ben Mendelsohn, são as melhores devido aos diálogos. Destaque também para a ambientação e figurino do longa.

O destino de uma nação pode até ser uma trama simples, sem grandes complexidades e para quem conhece um pouco de História, sem surpresas também, mas o trabalho de Oldman compensa todos os minutos assistidos do filme, é incrível sua transformação, de um entrega total ao personagem. Toda essa caracterização vale a pena ser conferida.

Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: O destino de uma nação
Título Original: Darkest Hour
Diretor: Joe Wright
Data do Lançamento: 11 de janeiro de 2018

Michele Lima
Na Nossa Estante

View Comments

  • Oi!! Depois que assisti the crown me interessei bastante pela história dele. O ator que fez a série é ótimo e fiquei curiosa com esse. Por incrível que pareça com a caracterização, me lembrou bastante hahaha com certeza é um filme que desejo ver. Bjos ❤

    Click Literário

  • Muito obrigado pela resenha,verie esse filme. Dunkirk tem uma historia muito interessante, acho que sem dúvida o êxito de Dunkirk se deve ao grande roteiro que tem este filme, pois é extraordinário e consegue nos comover. é um dos melhores filmes sobre a segunda guerra mundial Chirstopher Nolan é responsável do um excelente filme com bons efeitos especiais, o que não me surpreende, pois em outras ocasiões já demonstrou ser um dos melhores de todo Hollywood, espero ansiosamente seu próximo projeto.

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