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Dunkirk [Resenha do Filme]

Conferimos a Cabine de Imprensa de Dunkirk.
Desesperador! Se eu tivesse que definir esse filme em uma palavra seria desesperador, em duas: desesperador e angustiante! Esses são os sentimentos que permeiam toda a duração do longa dirigido por Christopher Nolan e quando o filme acaba é inegável que terminamos de assistir uma incrível história de resgate!
400.000 mil soldados estão encurralados em Dunkirk, os franceses estão nas trincheiras, mas cada vez mais os alemães avançam. Desesperados na praia, milhares de soldados tentam entrar em navios de resgate, mas os Aliados só vão salvar 30 mil e todos eles são alvos fáceis dos aviões de guerra que sem misericórdia vão destruindo as esperanças de todos.
O filme acompanha três pontos de vistas, de quem está na praia, no mar e no ar com diferentes tempos narrativos: 1 semana, 1 dia, 1 hora. E dessa forma o espectador consegue entender todo o drama dos soldados e assim ver o lado bom e ruim do ser humano numa guerra. Porque se por um lado os cíveis parecem se preocupar mais do que Churchill, do outro a sobrevivência leva o homem ao limite e às vezes é preciso escolher quem morre e quem vive.
Num primeiro momento acompanhamos Tommy (Fionn Whitehead), um soldado que entre muitos tenta voltar para casa e tenta por diversas vezes, mas os navios são facilmente afundados pelo lado inimigo. Com Tommy se encontra o silencioso Gibson (Aneurin Barnard) e Alex (Harry Styles). Também acompanhamos os pilotos Collins (Jack Lowden) e Farrier (Tom Hardy), além de Mr. Dawson (Mark Rylance), um senhor como tantos que tentam resgatar os soldados encurralados.
Dunkirk não é um filme de guerra comum, mas sim um filme de sobrevivência, soldados tentam desesperadamente sobreviver às bombas, torpedos, naufrágios, fogo ao mar. Estão todos no purgatório, perto de casa, perto do inferno. E a cada frustração a tensão aumenta ainda mais e não somos poupados de absolutamente nada, o horror da guerra é jogado na tela de maneira crua, direta, sem nenhum desvio ou eufemismo. Tanto que é um longa com poucos diálogos, as expressões de angustia e desespero dominam a trama até que os silêncios são quebrados pelos tiros, bombas e uma trilha sonora espetacular de Hans Zimmer que chega a ser essencial na narrativa.
Como não acompanhamos um único personagem apenas, não existe um grande desenvolvimento de um protagonista, mas como o enredo se passa pela perspectiva de todos em diferentes tempos, o que exige uma enorme atenção, a história acaba sendo muito bem explorada.
Dunkirk mostra mais uma vez o talento de Christopher Nolan, num filme ousado em que os diálogos são poucos e muitas vezes desnecessários, focado na angustia dos personagens, no drama dos soldados, no heroísmo de alguns, na covardia de outros, numa montagem, fotografia e trilha sonora perfeitas de um filme de sobrevivência na guerra.
E vai aqui uma dica: assistam em uma sala IMAX porque o som é um dos grandes trunfos do filme e a experiência é incrível, com certeza vocês sair da sala sentindo o corpo tremendo, ainda ouvindo as bombas por perto.

Trailer:

FICHA TÉCNICA
Título: Dunkirk
Diretor: Christopher Nolan
Data de lançamento no Brasil: 27 de julho de 2017

Michele Lima

Na Nossa Estante

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