Oi gente, novamente sou eu a Pandora introduzindo o post da Ana.
E não, antes de conhecer a Ana, eu também não sabia, mas Dumas escreveu uma continuação para “Os três mosqueteiros”, mas agora eu sei e vocês também terão a oportunidade de saber mais a respeito.
Desfrutem senhoras e senhores!
“- Nunca – disse Athos levantando vagarosamente a mão direita para o céu – nunca, juro-o ante Deus, que nos vê nos escuta durante a solenidade desta noite, nunca a minha espada se cruzará com as suas, nunca os meus olhos terão para os senhores uma expressão de cólera nem o meu coração uma palpitação de ódio. […] D’Artagnan, quis-lhe sempre como se fosse meu filho. Porthos, dormimos juntos dez anos. Aramis é seu irmão como é meu; porque Aramis tem-no amado como eu o amo ainda, como o amarei sempre, até ao fim da vida. Que é que Mazarino pode ser para nós, que tivemos a força de reprimir a mão e o coração dum homem como Richelieu? Que é que este ou aquele príncipe para nós, que seguramos a coroa na cabeça de uma rainha? […]”
(Vinte anos depois – Capítulo XXX – A praça Royale)
Após a morte do grande cardeal Rechelieu e do rei Luis XIII, a França se encontra sobre a regência do avarento italiano Mazarino, novo cardeal e responsável pela guarda do rei Luis XIV, então com dez anos. D’Artagnan está prestes a contar vinte anos no cargo de tenente dos mosqueteiros e, sem os amigos por perto, sente-se desanimado e sem expectativas, até que Mazarino, com o tremor existente em Paris, o vê como único soldado que talvez possa ajudá-lo.
A capital francesa está às vésperas de uma guerra civil, dividindo-se em frondistas e cardinalistas. Mazarino, com sua covardia, avareza e egoísmo conquistou o ódio do povo com altos impostos e a inimizade de uma parte da corte ao prender nomes de sangue real. O próprio rei, Luis XIV, pouca simpatia dispensa ao cardeal, que, como é sabido por muitos da corte, é casado às escondidas com a rainha Ana d’Áustria. Ameaçado assim de ter a qualquer momento seu palácio invadido, Giulio Mazarino procura no passado homens de valor e acaba por encontrar um deles bem na sua porta.
D’Artagnan é então encarregado de encontrar os amigos com quem, tempos atrás, viveu tão prodigiosas aventuras para juntos servirem a Mazarino e, quem sabe, conseguir uma patente de capitão dos mosqueteiros para os gascão. Com sorte, reencontra Planchet, seu antigo servidor, agora casado e dono de uma confeitaria que, em fuga por ajudar Rochefort a fugir da escolta que o levava de volta à Bastilha, se dispõe com muita boa vontade a acompanhar d’Artagnan.
Na busca de Aramis, encontra o abade d’Herblay, e, em lugar do pomposo Porthos, encontra o rico e desanimado senhor Du Vallon de Bracieux de Pierrefons. Esperando encontrar Athos destruído pela bebida, d’Artagnan acaba por encontrar um verdadeiro fidalgo, ainda mais majestoso do que lembrava ser o amigo, que tem sob sua guarda o belo mancebo Raul, o visconde de Bragelonne. Se Porthos foi atraído pelo tenente dos mosqueteiros com a promessa de que Mazarino torna-lo-ia barão, os outros dois dispensaram qualquer proposta.
Uma encantadora continuação para a história d’Os três mosqueteiros, “Vinte anos depois” mostra os quatro amigos divididos em dois grupos, cada qual defendendo um lado, mas mantendo a amizade em primeiro lugar. Dumas mantem suas linhas bem temperadas com fatos e figuras históricas, impedindo que seus mosqueteiros façam parte de uma continuação que desmereça a tão aplaudida história que os tornou conhecidos mundialmente.
Minha edição.Não tem a data, mas imagino que tenha sido publicada entre 60 e 70. Editora Formar.
Ah, e se vocês pensam que se encerra aqui a saga dos Mosqueteiros do Rei da França, estão enganados! Tem mais dele no livro “O visconde de Bragelonne” na próxima segunda.
Já li Os Três Mosqueteiros, mas não sabia dessa continuação. Fiquei pasmo. Vou procurar hoje mesmo. Quero lê-la.
Excelente dica.
Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de outubro. Serão seis livros para três vencedores.
Oi.
Puxa, também não sabia dessa continuação.
Pensei que era aquele livro sobre o homem da máscara de ferro.
É muito bom saber, pois o Alexandre é um desses autores que deveria ser obrigatório nos colégios.
Abraços.
Diego || Diego Morais Viana
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eu tb não sabia das continuações. e estamos lendo os miseráveis. estou na metade do primeiro volume. beijos, pedrita
RITA?
Oi Pandora e Ana!
Eu também não fazia ideia de que Os três mosqueteiros tinha continuações, que legal!
Minha vontade de ler Dumas continua :)
Beijos,
Sora - Meu Jardim de Livros
Já li Os Três Mosqueteiros, mas não sabia dessa continuação. Fiquei pasmo. Vou procurar hoje mesmo. Quero lê-la.
Excelente dica.
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Oi.
Puxa, também não sabia dessa continuação.
Pensei que era aquele livro sobre o homem da máscara de ferro.
É muito bom saber, pois o Alexandre é um desses autores que deveria ser obrigatório nos colégios.
Abraços.
Diego || Diego Morais Viana