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The leftovers [Resenha de séries]

Às vezes assistir a uma série americana é entrar em uma aventura às cegas! A gente nunca sabe realmente o que vai encontrar pela frente. Séries esquisitas com assuntos estranhos e personagens quebrados me atraem muito e é difícil escolher uma série quando eles lançam muitas por temporada e cancelam o mesmo número sem aviso prévio e na maioria das vezes sem um final decente, o que é revoltante e uma falta de respeito com o público. Porém, como não consigo ficar longe disso mesmo, resolvi me aventurar em The leftovers, drama baseado nos livros de Tom Perrota de mesmo nome e escrita por ele e Demon Lindelof.
A série se passa na cidade de Mapleton, NY e narra a vida das pessoas depois do que eles chamam de arrebatamento cristão que é quando pessoas no mundo inteiro simplesmente desaparecem sem nenhuma explicação.
Estrelada por Justin Theroux, Amy Brenneman, Christopher Eccleston, Liv Tayler e outros, a série mostra a vida dos que ficaram três anos depois da partida repentina. Justin Theroux (ator que explica como e porque Jennifer Aniston conseguiu esquecer Brad Pitt para sempre) é Kevin, o chefe de polícia que tenta resolver os problemas da cidade gerados pelos que ficaram e pelos que entraram para uma seita que quer a todo custo não permitir que as pessoas vivam suas vidas normais e esqueçam aqueles que se foram. Kevin também tenta resolver seus problemas pessoais e familiares, assim como os do pai que é louco e os dele que parecem muito com os do pai.
Os membros da seita só se vestem de branco, não falam, só escrevem e fumam um cigarro atrás do outro o tempo todo. Kevin também entra em conflito com os membros da seita, principalmente porque um dos membros afeta diretamente a sua vida. As pessoas de branco ficam paradas na frente da casa das pessoas que perderam algum ente querido e também tentam converter outros membros gerando assim dúvidas e angústia por parte daqueles que perderam alguém e que não conseguem levar uma vida normal. Tem também o Reverendo da cidade que fica expondo os erros daqueles que partiram para que as pessoas não acreditem que foram escolhidos por serem bons, puros ou coisa parecida.
Paralela a esta história temos os acontecimentos com o filho de Kevin, Tom, que segue outra seita que tem como principal mentor Wayne, um homem que promete tirar a dor das pessoas apenas com um abraço e engravida meninas orientais. Tom acaba ficando responsável por uma das meninas que Wayne deixou com ele quando a sede da seita foi invadida pela polícia que acredita que Wayne seja uma fraude. Assim, o rapaz precisa cuidar do bebê que ela carrega na barriga e depois fora dela!
Os cachorros são violentos e tem um caçador que fica o tempo todo atrás deles matando-os, e os veados entram dentro das casas das pessoas e saem quebrando tudo.
Coisa de doido? Sim.
Nem parece ser muito importante o fato deles terem sido “deixados para trás”, talvez na segunda temporada haja mais importância neste detalhe, ou não. Quem ficou já tem motivos suficientes para não entender nada e fazer muita confusão. E são estas confusões e fraquezas humanas que me atraem na série. Pode ser que ao final não teremos todas as respostas como foi em Lost, mas a série é doida e por isso mesmo me fez ficar grudada nos dez episódios da primeira temporada. Transmitida pela HBO já tem garantida a segunda temporada que eu não faço ideia de quando será exibida, mas como eu tenho uma lista de séries e livros pendentes, posso esperar o tempo que HBO quiser para saber como aquelas pessoas quebradas vão encaixar suas peças soltas em suas vidas.
Fica a dica!
Nota:

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